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O Ventor e a África

Sonhando com o Passado, o Presente e o Futuro da África

Sonhando com o Passado, o Presente e o Futuro da África

O Ventor e a África


Foto do Cabeçalho: AB6 - Nova Freixo


O Ventor e a África ...


O Ventor e a África ...

... foi a Grande Caminhada do Ventor por África

O Ventor caminhou em África ...

... em Tempo de Guerra, continuando a viver as memórias dessa parte da sua Grande Caminhada


Podem ver aqui todos Os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar




Deixem passar o T-6



AB6

O Ventor em Moçambique


O Ventor em África - Moçambique.

Amigos, o Ventor não gosta muito de falar da Guerra. Diz que há coisas que devem morrer para sempre e as guerras são dessas coisas, mas ele, apesar de tudo, gosta m
uito de falar de África.

Afinal, porque não?!
Não podemos colocar uma esponja sobre a História, diz ele
.

Essa zona verde à esquerda do Canal de Moçambique, quem sobe, frente a Madagascar, é Moçambique, e Moçambique é a paixão do Ventor.
O Ventor costuma dizer que essa é a sua 2ª Pátria. Esteve lá apenas 26 meses, vejam só! E diz que foi amor para sempre.

O Ventor pensou em ser ele a escrever a história da sua estadia lá, desde o primeiro ao último dia. Mas desistiu. Só que eu vou-vos contar algumas das histórias que lhe ouvi muitas vezes.

São histórias desgarradas, mas são giras, para mim, claro!

Vou-as contando à medida que me for lembrando e espero que

sejam giras para vocês também.

Espero que gostem
.

O continente africano é um continente mágico.
A minha homenagem a todos os duros do Niassa, meus companheiros de guerra
O meu Menu africano
11
Nov10

Castanhas para Todos

Quico e Ventor

Agora que é o segundo S. Martinho que passo, sem a companhia do meu Quico, sou eu que vou oferecer, aqui, as castanhas para todos.

Para toda a gente que por aqui passar; podem levar castanhas até esvaziar o recipiente.

 

Quando eu, nesta altura do S. Martinho, dizia ao Quico: "vamos oferecer castanhas aos nossos amigos"? Ele dava uma corrida e só parava nesta janela. Não o fazia pelas castanhas, mas pela palavra "AMIGOS"! Esta palavra era a sua campainha de corrida para esta janela.

 

Hoje, não desafio o Quico para a corrida (ele ganhava-me sempre), mas venho eu sozinho, embora ele esteja sempre presente, aqui, a meu lado! Estou à espera que as castanhas assem para as trazer aqui, mais um copinho de água-pé e vou caminhando ao lado de todos aqueles que, em determinados momentos, por vezes difíceis, ainda continuam a fazer parte da minha vida.

 

 

Castanhas assadas num forninho

 

Por isso, mesmo que não gostem de castanhas, convido-os a todos a estender a mão e a tirar uma castanhinha e a beber um copinho de água-pé ou rosé. Tinha pensado ir ao meu amigo Checa buscar água-pé mas isto não está bom para fazer caminhadas, mesmo sentado no banquinho do melhor carro do mundo para as minhas necessidades. Isto está mau! Por isso, comprei a água-pé, cinco litros e já vi que era boa, aqui bem pertinho, mas não foi na adega da Dona Rita!

Para os velhos amigos e para os novos que vão aparecendo, haverá sempre uma forma de comermos juntos as castanhas e beber a água-pé, nem que seja apenas com os olhos.

 

 

Castanhas assadas com vinho verde rosé, Muralhas de Monção. Também com vinho rosé, Conde de Vimioso e água-pé que, posso considerar boa

 

Eu sei que o meu Quico, que tanto gostava de oferecer as castanhas e a água-pé, hoje, muito cedo, terá descido desde as Fontes até Soajo, dado umas voltas pelos espigueiros e ido acordar o S. Martinho, junto da Igreja, para irem juntos às castanhas e fazerem aquilo que o Ventor não poderia.

Assim, em meu nome e em nome do meu Quico deixo-vos aqui estas belas castanhas.

 

Claro que estou a escrever e a lembrar-me de alguns belos magustos que comi por este mundo e quero recordar que os melhores magustos de Adrão, comi-os, ainda pequeno, na casa do meu amigo Carrasco, que metia castanhas no borralho sem as cortar para darem aquele grande estoiro e fazer saltar as brasas.

Eu, que era um puto, gostava desses estardalhaços!

 

 

Uma garrafa de abafadinho de 2002

 

Eu sei, eu sei! Isto não se guarda!

Mas foi uma oferta do meu amigo Iatros e guardei-a como uma preciosidade. Depois passou o tempo e, esqueci-a! Esqueci a garrafa mas não esqueci o Iatros que, como todos ou quase todos os amigos, com o andar do tempo se evaporam como as nuvens ou, então, caem em dilúvios e desaparecem na mesma. As nuvens! O Iatros não! Eu calculo que ele ande por aí, pelo Alentejo (andará?) e, um dia, não beberemos esta garrafa, mas beberemos outra.

Trata bem os teus doentes alentejanos Iatros e, não te esqueças de comer castanhas com eles.

O que desejo para ti, como médico e como amigo das nossas lides "néticas" que já foram, é o que desejo para todos os médicos deste mundo, teus companheiros de caminhada.

Não a bebi, mas obrigado pela garrafinha à qual ou melhor, às quais, tenho a certeza, com todo o prazer dedicaste as tuas horas de descanso. Para mim, por isso e não só, esta garrafinha nunca será esquecida. Creio que não estará em condições de beber e, por isso, vai regressar ao lugar que tem ocupado.

Ela estava destinada a um dos meus S. Martinho. Mas, agora, é tarde!



O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

Música de África

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Ventor e Goldfinger

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Amigos inseparáveis, mas o tempo foi curto

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O leopardo. Foi assim em Marrupa

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