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O Ventor e a África

Sonhando com o Passado, o Presente e o Futuro da África

Sonhando com o Passado, o Presente e o Futuro da África

O Ventor e a África


Foto do Cabeçalho: AB6 - Nova Freixo


O Ventor e a África ...


O Ventor e a África ...

... foi a Grande Caminhada do Ventor por África

O Ventor caminhou em África ...

... em Tempo de Guerra, continuando a viver as memórias dessa parte da sua Grande Caminhada


Podem ver aqui todos Os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar




Deixem passar o T-6



AB6

O Ventor em Moçambique


O Ventor em África - Moçambique.

Amigos, o Ventor não gosta muito de falar da Guerra. Diz que há coisas que devem morrer para sempre e as guerras são dessas coisas, mas ele, apesar de tudo, gosta m
uito de falar de África.

Afinal, porque não?!
Não podemos colocar uma esponja sobre a História, diz ele
.

Essa zona verde à esquerda do Canal de Moçambique, quem sobe, frente a Madagascar, é Moçambique, e Moçambique é a paixão do Ventor.
O Ventor costuma dizer que essa é a sua 2ª Pátria. Esteve lá apenas 26 meses, vejam só! E diz que foi amor para sempre.

O Ventor pensou em ser ele a escrever a história da sua estadia lá, desde o primeiro ao último dia. Mas desistiu. Só que eu vou-vos contar algumas das histórias que lhe ouvi muitas vezes.

São histórias desgarradas, mas são giras, para mim, claro!

Vou-as contando à medida que me for lembrando e espero que

sejam giras para vocês também.

Espero que gostem
.

africa1.jpg

África
O continente africano é um continente mágico
A minha homenagem a todos os duros do Niassa, meus companheiros de guerra
O meu Menu africano
01
Mar12

A Minha Caminhada Africana

Quico e Ventor

A minha caminhada africana não se resume à minha estadia de 26 meses no Norte de Moçambique. Não se resume às caminhadas ao lado do rio Lúrio, do rio Messalo, voando sobre o rio Lugenda ou, ao lado do Rovuma;

das minhas caminhadas por Nova Freixo, pelas lânguas de Marrupa, ou em redor de Vila Cabral.

 

A minha caminhada africana é muito mais longa que essas caminhadas cinegéticas ou dos meus crosses nas pistas da Força Aérea, de Nova Freixo, de Marrupa e de Vila Cabral.

A minha caminhada africana completa-se com uma caminhada, bem longa, antes de chegar lá, e muito mais longa, depois de sair de lá! E, tal como o escritor francês, cujo nome não recordo (não é o Emile Zola), eu posso dizer: J'Acuse"!

 

Eu acuso o mundo de se esquecer de África! O mundo que só sente os interesses da África, quando sentem que estão lá os interesses deles. Eu acuso todos os que abandonaram a África! Não os que a abandonaram porque tiveram de fugir, porque foram obrigados a fugir, mas todos aqueles que estiveram nos princípios da fuga! E não me refiro apenas aos portugueses que não souberam resolver os problemas que lhe competiam, sobre a África de que fazíamos parte mas, a todos que não souberam olhar pelos interesses da África de norte a sul!

 

 

África, onde o povo, para além das misérias causadas pelas guerras, também canta e dança

 

Eu acuso todos os países que podem e que não tentam fazer mais pela África!

 

Dito isto, apenas vos digo que tento caminhar sempre, ao lado da África, que voltarei a caminhar com todos os africanos, uma nossa caminhada virtual, muito especial e não apenas com a minha gente de Moçambique, de que nunca me esqueço, mas com toda a gente de África que trabalha, canta e dança, dentro e fora das suas machambas, de norte a sul do continente.

Recordo sempre aquela moça negra que foi obrigada a partir de cá para Moçambique, porque a vida correu mal à sua família e não lhe podia dar tudo o que ela desejava (apenas os estudos - 1970) e como ela gostava do seu Portugal (o puto) e do seu Moçambique e, recordo o seu choro no Aeroporto da Portela, então, virada para trás, olhando a varanda e os muitos amigos que lá tinha, de costas para o avião, gritando: "Ventor, nunca te esqueças do nosso Moçambique"!

 

Passaram 42 anos e nunca mais esqueci! Não esqueci, Rute! Não esqueço a volta que a tua vida levou no tão pouco tempo que te conheci! E nunca esqueci o "nosso" Moçambique! Nunca esquecerei o "nosso" Moçambique! Moçambique também é meu Rute! Fui sem ele, mas trouxe-o comigo.

 

 

Este é o local onde nos dizem que fica o berço da Humanidade com cerca de 4 milhões de anos

 

Mas, voltando a África, recordo-me que volto ao berço! Pelo menos, em sentido figurado porque, eu, não sou daqueles que acreditam que todo o mundo nasceu nos desfiladeiros de Olduvai ou arredores! Não vejo porque um sítio que, por bondade da Natureza, nos mostra com mais facilidade o homo erectus e nos faz rechaçar para segundo plano outros que especialistas, também, bem intencionados vão descobrindo aqui e ali, por esse mundo fora. Antes das ossadas do homo erectus, apareceram as ossadas do Hiperião, um cavalo que terá vivido desde os tempos do Mioceno ao Pleistoceno e que seria semelhante ao Mercychippus, outra beleza de então, também cavalo, descoberto no Nebrasca.

 

Não vou em teorias, que pretendem fundamentar com ossadas mas, também não deixo de reconhecer que as descobertas se fazem transpirando. Seja como for, posso deixar aqui que, segundo os especialistas do início do séc. XX, o desfiladeiro de Olduvai, era um lugar que se previa ideal para investigar o que saísse de sob aquelas camadas sedimentares. Transformações geológicas teriam dado origem a uma falha, há 500.000 anos, que desviou o curso de um pequeno rio e transformou toda aquela área. Ali foram descobertas ossadas de omídios e seria um elo entre o Australopitechus afrerensis de cerca de 3.2 a 4 milhões de anos e o Australopitechus africanus, datado entre 2 e 3 milhões de anos.

 

Mas há muito para falar de África, dos seus desfiladeiros, dos seus rios, das suas savanas, das suas montanhas, dos seus desertos, das suas florestas e das suas gentes. Tentarei ir brincando com tudo isso, por aqui.

 

 

 

Um dos meus amigos Moçambicanos. Uma espécie de corvos que, em tempos, me disseram que Moçambique os importou da Austrália para limparem as florestas. Verdade? Não sei! Mas eu acreditei em quem mo disse. Gostava de os ver, ao romper do dia, correrem atrás das ratazanas rumo às sargetas, no AB6 - Nova Freixo

 

 



O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

Música de África

Os sons de África

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