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O Ventor em África

Foi assim, em 1968, em Marrupa, no Niassa. Ficamos os dois frente a frente, envolvidos por um mundo dourado

O Ventor em África

Foi assim, em 1968, em Marrupa, no Niassa. Ficamos os dois frente a frente, envolvidos por um mundo dourado

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O Vexilóide de Alexandre Magno

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Marrupa 68: foi assim que ele me olhou


Na rota do meu amigo Apolo com o vexilóide de Alexandre Magno e o mreu Leopardo


Em áfrica, tudo é grande e belo. Podem ver aqui o meu menu africano



Um PV2. Havia destes no Niassa, em operação. Bom dia Tigres onde quer que estejam


Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!

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05.07.10

Ria de Aveiro


Quico e Ventor
Podem ver aqui, no Shutterfly, numa das minhas caminhadas pela reserva de S. Jacinto, Flores da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto

 

Caminhar na Ria do meu amigo Alex, é caminhar numa língua de terra entre o oceano Atlântico e uma reentrância do mesmo que entra terra dentro, desde a barra de S. Jacinto até próximo de Ovar.

Caminhar entre a Ria e o Atlântico, é caminhar numa faixa de terra encravada no mar, com uma altura de 0 a 10 mts., praticamente, sempre em torno dos 5 mts, quando a escala salta de cinco em cinco metros. É assim desde a zona de Ovar até S. Jacinto.

 

 

Jacinto da areia, (e o seu "Olá, Ventor"!), logo à entrada do campo dunar, ao lado do corredor de madeira que nos leva rumo à praia de S. Jacinto

 

Rodando, rumo a S. Jacinto, à nossa direita ficam os campos agrícolas, hortas e lavouras com alguns animais pastando ao sol e sabemos que, por detrás da linha do horizonte demarcada com algumas árvores, fica a azáfama de Neptuno, debatendo-se com as dunas e belas praias, como as praias de S. Jacinto e da Torreira. Sempre alerta, vai restolhando na areia que para ali foi empurrando durante alguns séculos, formando aquilo que podemos chamar uma costa nova. Olhando à nossa esquerda, entra terra dentro esse estreito braço de mar que parece querer afogar tudo desde a barra de S. Jacinto. É nessa língua de terra que existe a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, numa extensão de cerca de 666 hectares.

 

 

Umas senhoras chamaram-lhe, não sabemos, um responsável pela área da reserva, chamou-lhe, "assembleias". Eu vi escrito algures, "cravos da areia" mas, cravos ou não, só a energia miraculosa do meu amigo Apolo as ajuda a sobreviver em terrenos tão inóspitos

 

Nas minhas caminhadas pela Ria, além da belíssima paisagem do sistema de terra e de mar, ora agora mandas tu, ora agora mando eu, e da convivência com o meu amigo Alex e sua esposa, Tina, os copos e os pratos, papo cheio-papo vazio, tivemos a oportunidade, eu e o Alex, de fazermos o corredor de madeira até à praia de S. Jacinto, conviver amigavelmente com os jacintos da areia ou jacintos do mar, com outras flores que o técnico da reserva nos disse chamarem-lhe "assembleias" e com as minhas lindas rosadinhas as "silenes da areia" e mais umas outras.

 

Estas lindas meninas, todas elas, especialmente as rosadinhas, adoram ouvir o ruído estrondoso de Neptuno, no seu chega para lá, ao ponto de fazer estremecer  o estrado arenoso da sua vivência. Lá longe, para oeste, o meu amigo Apolo descia trombudo, pronto a deitar-se na cama fresca feita pelo nosso amigo Neptuno.

 

 

Silene da areia - uma beleza! Esta e eu vimos o nosso amigo Apolo a sorrir-nos. Ela sabe que Apolo a colocou no meu caminho para surprender o Ventor

 

Trombudo porque, quando de manhã me apareceu no morro da Brandoa, ali pela Amadora, vestido com cores salomónicas, sempre sorrindo, eu olhei-o pela minha varanda e lhe chamei "Kon ti-ki" como os meus amigos incas. Mas por qualquer razão, sempre que lhe chamo Kon ti-ki, ou porque a minha fonia não lhe soa bem ou seja pelo que fôr, fica sempre trombudo comigo!

Diz-me que lhe parece mal um amigo como eu, forjado nos cruzamentos das civilizações greco-romanas, usar o pomposo nome inca de kon ti-ki. Por isso fica de trombas mas não fica zangado.

Mesmo assim, lá foi gritando que colocara ali, em pleno areal, as belas flores rosadas para eu me entreter e para saber que o seu mundo continua a ser sempre belo, por onde quer que eu me encontre. Não deixando, contudo, de me pedir que deixasse de usar a linguagem do inca!

OK! Pronto, desisto!

Somos mesmo amigos! Ele já me viu furioso entre os Incas e sabendo que pouco faltou para ir tudo para a casa do diabo, mandou o meu amigo Antar buscar-me! O Antar, mais uma vez, foi a minha única saída!

 

 

Uma goivo da areia, já uma velha conhecida do Ventor, mas o nosso amigo Apolo quis que nos reencontrássemos em S. Jacinto

 

Por isso, com a ajuda do meu amigo sapiente, Apolo, vos deixo, em cima, estas belezas da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto.




O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

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