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O Ventor e a África

Sonhando com o Passado, o Presente e o Futuro da África

Sonhando com o Passado, o Presente e o Futuro da África

O Ventor e a África

Foto do Cabeçalho: AB6 - Nova Freixo


O Ventor e a África ...

... foi a Grande Caminhada africana do Ventor

O Ventor caminhou em África ...

... em Tempo de Guerra, continuando a viver as memórias dessa parte da sua Grande Caminhada




Deixem passar o T-6



AB6

O Ventor em Moçambique


O Ventor em África - Moçambique.

Amigos, o Ventor não gosta muito de falar da Guerra. Diz que há coisas que devem morrer para sempre e as guerras são dessas coisas, mas ele, apesar de tudo, gosta m
uito de falar de África.

Afinal, porque não?!
Não podemos colocar uma esponja sobre a História, diz ele
.

Essa zona verde à esquerda do Canal de Moçambique, quem sobe, frente a Madagascar, é Moçambique, e Moçambique é a paixão do Ventor.
O Ventor costuma dizer que essa é a sua 2ª Pátria. Esteve lá apenas 26 meses, vejam só! E diz que foi amor para sempre.

O Ventor pensou em ser ele a escrever a história da sua estadia lá, desde o primeiro ao último dia. Mas desistiu. Só que eu vou-vos contar algumas das histórias que lhe ouvi muitas vezes.

São histórias desgarradas, mas são giras, para mim, claro!

Vou-as contando à medida que me for lembrando e espero que

sejam giras para vocês também.

Espero que gostem
.

África - foto Wikipedia
O continente africano é um continente mágico
O Ventor, a pantera negra e a cadeira da guerra

A pantera negra como a de Marrupa

Foto da Wikipédia de Autoria de Quilinmon. This file

is licensed under the Creative Commons Attribution-

-Share Alike 3.0 Unported license.

Na Wikipédia, encontro os meus amigos

O Ventor sentado na cadeira da guerra, após a primeira grande operação da Força Aérea em Moçambique, em Julho de 1968. Descanço!!!

A cadeira onde me sento, foi a cadeira onde morreu o Tenente Malaquias

A minha homenagem a todos os duros do Niassa, meus companheiros de guerra
O meu Menu africano
O Ventor e as hienas

Eram assim as hienas em Nova Freixo

Foto tirada da Wikipédia, de autoria de Liaca ac. This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic license

Em 1969, em Nova Freixo, as hienas que tentaram dar umas dentadinhas ao vosso amigo Ventor, eram como esta. Eram as chamadas hienas malhadas, as tais que, de noite, choramingavam em redor do arame farpado do AB6, pela noite dentro.

Uma noite, partindo da vila, avancei só, rumo ao AB6, caminhando, lentamente, à medida que aguardava o Jipe que me apanharia na picada.

Entre o batalhão de Nova Freixo e o AB6 tive a companhia de um grupo destas sacanas que pouco faltou para me trincarem. Caminhava desarmado e com uma grande piela. Quando eu tropeçava e caía, elas avançavam. Quando eu me levantava de repente, elas recuavam.

Nunca imaginei que um reles bicho com tanta força, fosse tão cobarde.


Lion_in_masai_maraDP.jpg

Os big five, correm perigo de extinção



17
Mai10

Mafra e o vinho do Alex I

Quico e Ventor

Mafra é uma terra com muitas flores.

 

 
 
Há muitas flores por Mafra. Elas são companheiras das nossas caminhadas

 

O seu jardim, frente ao Convento, sempre que lá vou, oferece-me rosas. Rosas de várias cores e, estão sempre a pedir-me para não me esquecer de as trazer comigo. Claro que eu não me faço rogado!

Deixo o Maralhal na pastelaria da esquina, frente ao Convento, levo o carro para os espaços livres, frente ao Convento, venho beber o café por um lado e vou buscar o carro pelo outro mas, sempre a disparar! Click, click, click ... e venho cheio de rosas! Depois seguimos para o nosso destino e, como há flores por todo o lado, até nas escadas do Checa, continuo com os clicks.

 

Mas Mafra tem flores especiais, tal como esta minha amiguinha branca!

 

 
Uma amiga para valer, a nossa jumenta de Mafra

 

Quando era pequenino, em Adrão, tinha um amigo desses. Era o burro do ti Silva. O burro do ti Silva, dava horas para mim. A minha irmã dizia-me: "ouves? O burro do ti Silva está a dar horas para irmos embora"!

Esta nossa menina ou chama por mim ou, então, diz ao espanhol que o instrumento de sopro que ele utiliza, não presta, que ela é muito melhor que o seu belo instrumento.

Claro que o espanhol, com 83 anos, segundo me diz o Checa, fica danado! Não admite, pelos vistos que, uma jumenta de Mafra, consiga melhor som que o instrumento dele.

 

Mas, a nossa flor especial de Mafra é de facto, um encanto e prepara-se para nos mostrar o seu rebento. Sim, porque ela vai dar à luz um rebento que, um dia, vai receber o Ventor à chegada.

Quem me dera, linda jumentinha que, um dia, concorresses a uma eleição para o nosso Parlamento. Então, o povo português, viria a saber a diferença entre burros autênticos e manhosos e uma jumenta de Mafra.

 

Mas, nas minhas caminhadas, há sempre peripécias. Aqui ou ali, elas aparecem. Resolvi deixar o Maralhal na conversa e fazer uma pequena caminhada. Encontrei o Louco da Malásia, no carro, e perguntei-lhe se queria ir comigo, pelo menos, até ao fundo da rua.

Ele saíu e começou a andar. Disse-lhe: "não te esqueças que não é só ir. Também tens de voltar. Calculas o espaço do retorno e, quando quisers, voltamos".

 

 
Foi o vinho do Alex que nos levou a Mafra

 

Conversávamos, olhei um muro e vi um caracol. Apontei a máquina, fiz click e disse: "este vai comigo"! Segui e, o nosso louco especial, ficou para trás a observar o caracol.

"Anda lá pá" - disse eu!

"Sabes uma coisa" - disse ele. "acho que não vou ser capaz de acompanhar este gajo. Ainda me obriga a acelerar e, então, é que não há retorno possível"!

E continuou: "não me atrevo a fazer uma caminhada com um caracol disposto a acompanhar-te. Mas, está frio e vou buscar o blusão ao carro". Como ele já estava a 30 metros do carro, pensei cá para mim: "já está a iniciar o retorno"!

 

E lá fui eu à procura de sardões, cobras, flores, ... e, estirar as pernas, nos subúrbios de Mafra. O Louco da Malásia sentiu o conforto dos bancos do carro e já não saiu de lá, com ou sem blusão.

Cobras e sardões não vi, mas a Tina e não sei quem mais, viram um, no dia seguinte, no domingo. Já sei que há ali um ou dois, devido aos telhados onde é visto ou são vistos. Fica para a próxima.



O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

Música de África

Os sons de África

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