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O Ventor e a África

Sonhando com o Passado, o Presente e o Futuro da África

Sonhando com o Passado, o Presente e o Futuro da África

O Ventor e a África


Foto do Cabeçalho: AB6 - Nova Freixo


O Ventor e a África ...


O Ventor e a África ...

... foi a Grande Caminhada do Ventor por África

O Ventor caminhou em África ...

... em Tempo de Guerra, continuando a viver as memórias dessa parte da sua Grande Caminhada


Podem ver aqui todos Os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar




Deixem passar o T-6



AB6

O Ventor em Moçambique


O Ventor em África - Moçambique.

Amigos, o Ventor não gosta muito de falar da Guerra. Diz que há coisas que devem morrer para sempre e as guerras são dessas coisas, mas ele, apesar de tudo, gosta m
uito de falar de África.

Afinal, porque não?!
Não podemos colocar uma esponja sobre a História, diz ele
.

Essa zona verde à esquerda do Canal de Moçambique, quem sobe, frente a Madagascar, é Moçambique, e Moçambique é a paixão do Ventor.
O Ventor costuma dizer que essa é a sua 2ª Pátria. Esteve lá apenas 26 meses, vejam só! E diz que foi amor para sempre.

O Ventor pensou em ser ele a escrever a história da sua estadia lá, desde o primeiro ao último dia. Mas desistiu. Só que eu vou-vos contar algumas das histórias que lhe ouvi muitas vezes.

São histórias desgarradas, mas são giras, para mim, claro!

Vou-as contando à medida que me for lembrando e espero que

sejam giras para vocês também.

Espero que gostem
.

africa1.jpg

África
O continente africano é um continente mágico
A minha homenagem a todos os duros do Niassa, meus companheiros de guerra
O meu Menu africano
06
Ago18

Agapornis - os inseparáveis do Niassa

Quico e Ventor

Isso mesmo! Coisas lindas. Uma espécie de papagaios a que chamam - os inseparáveis do Niassa. E é assim que eu lhes prefiro chamar. Os inseparáveis do Niassa.

Eles têm cerca de 15 cm de comprimento e nem sei se são periquitos ou são papagaios, pois já lhes ouvi chamar as duas coisas. Mas sejam eles o que forem, sei que são penudos, lindos e amorosos.

E mais importante ainda, eu tenho uma história com eles - a história dos agapornis, os meus primeiros amigos de Marrupa.

 

Nyasa-agapornis.jpg

 

Agapornis - os inseparáveis do Niassa

 

Um dia, a 06.04.1968, cheguei a Marupa, cerca do meio dia. Fui visitar o Bar, o edifício do Comando, o Posto de Rádio e cumprimentar amigos e almoçar. Quando dei pela fé era noite e fui jantar. Quando me quiseram fazer a cama, pedi para me colocarem um colchão no chão no topo da camarata, afastado das camas da rapaziada. Não era necessário montar a cama, nem sequer, rebocar o colchão. Um colchão e uma manta azul mas creio que ainda colocaram os lençóis.

 

Quando começava a dormir, recebi uma visita inesperada. Havia um tipo que tinha uma ratazana branca e, sem pedir licença, ela foi ter comigo. Quando senti os bigodes do rato, debaixo do meu queixo, agarrei a manta com as duas mãos, dei-lhe um safanão e mandei o rato pelo ar para os fundos da camarata. Ouvi uma voz: «o gajo matou-me o rato»! Mas não matei nada. Tudo amainou e o desgraçado do rato não se deve ter achado nada meu amigo. Mas a culpa foi dele!

 

No dia seguinte instalamos a minha cama onde eu queria - no Posto de Rádio. Sentei-me na cadeira de trabalho, procurei sintonizar os emissores e os receptores o melhor possível, comuniquei com Nova Freixo, Nampula e Vila Cabral e senti que estava operacional, eu e as máquinas.

 

agapornis1.jpg

 

São uma beleza e adoram-se uns aos outros e os donos

 

Num ápice e sem dar por isso, senti algo pousado nos meus ombros e a brincarem com os meus caracóis. Eram dois bichinhos desses. Dois penudos. Virei-me para o meu companheiro Melo, um cabo-verdiano que depois de Moçambique nunca mais vi e disse: "o que é isto pá! De onde apareceram estas coisas"? «São os meus periquitos, deixa-os andar que são nossos amigos».

 

AgapornisLilianaeKeulemans.jpg

Não sabia como chamar-lhes e eis os agopornis

 

Fiz uma festa aos periquitos e eles todos encantados, saíram pela janela fora e atravessaram o arame farpado para o mato. Foram comer ao mato porque, dentro de algum tempo, lá estavam eles à fossanga nos meus caracóis e ver se lhes tocava alguma gludice. E assim foi durante alguns dias até desaparecerem. Hoje descobri o nome oficial desses periquitos ou papagaios e por isso os coloco aqui, os meus amigos agapornis. E hoje percebi, também, porque lhes chamam os inseparáveis do Niassa. Porque eles foram umas belezas que iam para o mato e voltavam para estar connosco no posto de rádio durante dias. Depois desapareceram para sempre. Devem ter ido tratar da vida deles nessa bela terra que era deles também.



O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

Música de África

Os sons de África

Ventor e Goldfinger

Fox-Gold.png

Amigos inseparáveis, mas o tempo foi curto

Mapa de Moçambique-autor:André Koehne


Aeródromo Base 6

O leopardo. Foi assim em Marrupa

leopardo.jpg


O Corvo de Moçambique

Vamos a jogo com o lagarto?

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