... mais uma vez!

 

  

Este ano de 2009 também não tem corrido nada bem para os vossos amigos Quico, Ventor e Dona. A doença da nossa dona tem-se mantido. Pegou de estaca, como as videiras!

O Quico morreu, a dona do Quico continua doente e o Ventor sente-se triste porque tem a sua cara-metade doente e a falta do seu grande amigo.

 

Mas antes do Quico morrer, em 24 de Setembro de 2009, tive alguns momentos do prazer da bela companhia de alguns dos meus amigos de sempre. Em 12 de Setembro, o nosso amigo Checa convidou-nos para ir até Mafra assistir às suas vindimas. O Quico ficou só, mas medicamentado e os seus olhinhos, quando chegamos, pareciam querer saber tudo. Ele cheirou-nos todos e, por isso, aposto que sabia de onde vínhamos! Ele sabia sempre os cheiros que trazíamos connosco. Ele dizia: "estiveste com A, estiveste com B, estiveste com C ... " desde que conhecesse os cheiros.

 

Por isso, não me admiro nada que os americanos estudem os bigodes dos gatos com um objectivo de carácter científico e militar, também não me admiro nada de haverem gatos pintores! O veterinário do Quico, o seu grande amigo, disse-me que há um livro com o título: «Os Gatos que Pintam». Sim isso mesmo! Eu não conheço o livro mas, segundo esse livro, houve um pintor que conseguiu pôr gatos a pintar paisagens. Os gatos seguravam os seus pincéis na boca, olhavam a paisagem e observando a palete, aplicavam as tintas condizentes com as cores que viam na paisagem. Não sei o que há de verdadeiro nisso mas, segundo o Vet do Quico, houve um estudo de especialistas sobre esse trabalho dos gatos mas, depois de conhecer o Quico como conheci, acredito em tudo!

 

Mas eu estou aqui para vos contar directamente a história que contaria ao Quico e que ele vos contaria a vós. Mesmo que imaginário, era assim!

Pegava no Quico, fazia-lhe festas, ouvíamos música, contava-lhes coisas que ele ouvia com toda a calma deste mundo e, depois, ... vocês já sabem!

 

Por mil e uma razões, nesse dia chegamos tarde a Mafra e o meu trabalho resumiu-se a ver as videiras cheias de cachos de uvas e a tirar umas fotos. Conviver com os nossos amigos, os amigos e a família do Checa, e também com a beleza negra dos dois Rottweilers que tiveram o azar de ficar sem os donos num acidente, mas que o S. Francisco e a família do nosso amigo Checa, têm protegido.

 

 

Uma casa da velha Irene, no meio da vinha. Um bom local para tornar o mundo mais lindo. A vinha é sem sombra de dúvida um meio adequado à caminhada da vida!

 

Mas, quase  tudo isto, o Quico já vos contou em baixo e a festa não terminou ali!

Em 19 de Setembro, com o Alex chegado da Alemanha, recomeçaram as vindimas para nós e, mais uma vez, fomos até Mafra e, desta vez, sempre fizemos alguma coisa. Conseguimos encher uns bons baldes de uvas.

 

Por isso, vou terminar o trabalho que o Quico não conseguiu terminar. Vou colocar aqui um slideshow que o Quico não conseguiu porque eu também não tive vontade de colaborar. E, enquanto deixarem, os slideshows vão ficando para apreciação do que são as vindimas e para todos que se interessam pelas festas dos meus amigos, Baco e Checa.

Se tudo correr bem, se o Checa estiver pelos ajustes e se o Senhor da Esfera o permitir, para o ano, voltaremos a Mafra, e juntos, nós, os amigos do Checa, a sua família e o sempre presente Baco, continuaremos a festa!

 

Então apreciem com a ajuda do «Slide» que tem sido um belo Site - mais uma vez,  "O Slide das vindimas de 2009".



O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

publicado por Quico e Ventor às 15:08