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Uma Caminhada pela Ria de Aveiro, com amigos de sempre

Amigos de sempre, diz o Ventor, e eu também acho que eles são mesmo amigos. Se não fossem amigos, não seria possível, tantos anos depois, se sentirem como companheiros de uma caminhada inesquecível. 

 

O Checa também esteve presente no nosso espírito e, por isso, também esteve na Ria. Foi a festa do telemóvel com o nosso Checa

  

Por isso, o Ventor me pede para deixar aqui, um grande abraço aos seus amigos de sempre! E eu deixo o abraço dele e também o meu, porque, todos vós, já sois também meus amigos! Este abraço é para todos os que estiveram presentes e também para os que não estiveram. Não estiveram fisicamente, mas estiveram em espírito. Se sentiram as orelhas a arder foram um punhado de Duros do Niasa que não vos esqueceram.

 

 

A Tina tocava o chocalho e a festa começava

 

O Ventor chegou a cantarolar aqui uma canção, que muita gente conhece, e que dizia mais ou menos assim:

 

"Onde estão os meus velhos amigos,

Onde estão, que é feito de vós?

Onde estão os meus velhos amigos,

Tanto tempo passou entre nós»!

 

É uma canção do António Sala, lembram-se?

 

 

Só o amor põe a dor a rir! Eu sei que as dores eram muitas

 

Eu olhava o Ventor e os meus olhos perguntavam aos dele, porque estava triste! Ele dizia-me que estava triste porque perdera todos os seus amigos! Eu cheguei a ficar triste como o Ventor. Eu falei-lhe, na Porta! A Porta por onde os meus antepassados entravam e saíam do Planeta Terra. Disse-lhe que nunca se devia perder a esperança, que me devia contar as suas histórias, porque há sempre Portas que se abrem!

 

 

A malta passeava no relvado e lembrava-se dos velhos tempos. Tempos em que todos eram leves como plumas e rápidos como raios

 

O Ventor contou-me algumas das suas histórias e eu contei-as aqui e as portas abriram-se! Aos poucos, foram aparecendo, um a um, os velhos amigos que o Ventor perdera mas que, mais tarde, procurava. Mas o Ventor nem lhe passava pela cabeça que com eles viriam outros. Outros amigos!

 

Vinham as suas companheiras de outras caminhadas, os seus filhotes, os seus netinhos. Enfim, pela Porta, se entra e se sai dos corações de uns e de outros. Com a abertura das Portas, tudo se modificou!

Primeiro uma Porta em Mafra, depois uma Porta em Alfundão e agora uma Porta na Ria! Diz o Ventor que são portas que levam ao Céu! Portas por onde se entra e por onde se sai, sempre de coração aberto onde só cabe a amizade!

 

Segundo o Ventor, foi mais uma vez, assim, na Ria! Ouçam-no!

 

 

As mulheres fizeram a festa. Aqui ficam a que mais trabalhou (Tina) e a que mais sofreu (Gisela)

 

«Na Ria, na casa do nosso amigo Alex e da sua Dona, a Flor da Ria, os corações dilataram-se imenso e transbordaram de alegria. Ali sentimos a união de tantos anos atrás e tudo que era bom transbordou em quatro dias de convívio!

Relembramos o passado por terras do fim do mundo, dos planaltos do Niassa, sem ódios, sem máguas, tal como se tudo tivesse sido uma festa para todos nós que tivemos a auréola protectora do Senhor da Esfera e dos Anjos que Ele mandou para que nos guardassem!

 

Quero deixar aqui, um grande xi-coração para todas as nossas companheiras, que tão pacientes têm sido para assistirem a uma espécie de Festa da Vida da qual apenas conhecem as nossas histórias, mas que tudo fazem para partilhar!

O coração delas também é muito grande. Que o digam a Mena, em Alfundão e a Tina, na Ria! Com elas o amor transbordou, mesmo!

 

 

Mas não há festa sem flores e elas estavam lá

 

A Tina, a Flor da Ria, a grande anfitriã, plantou um sorriso lindo, desde a nossa chegada até à nossa partida, sem esmurecer um único minuto. Metida dentro do seu avental negro, ela cozinhou almoços e jantares, com a mais pura amizade deste mundo. Nunca mais vou esquecer aquela figura dentro da cozinha, onde, com tanto trabalho, ainda arranjava tanto tempo para distribuir sorrisos para todos. A Festa foi nossa, mas ela foi a Dona da Festa!

 

Também o Alex, o grande anfitrião, colaborou na cozinha, grelhando ou assando os peixes e a carne, que se tornaram num grande petisco. Só uma grande amizade permite fazer coisas destas e só gente de coração grande se permite tanto trabalho e não só.

 

 

Numa festa só a alegria pode entrar

 

Mas nós tivemos tudo que havia de bom no mundo, menos a tua  Dona Quico, que grande esforço fez para me acompanhar e participar naquilo que, sabia, iria ser uma grande alegria para mim. Com a ajuda do Senhor da Esfera e da russa Tatiana, conseguiu aguentar-se como Una Dona! Sei que sofreu muito, mas o amor faz disto!»

 

 

Para a Mena, a festa esteve sempre presente

 

Esta conversa do Ventor, vai ficar por aqui porque ele ainda não me contou tudo. Mas ele contará e eu colocarei aqui, para vós, tudo o que houver sobre esta linda festa da Amizade ou, se preferirem, Festa da Vida.

 



O Ventor e a sua amiga cegonha, 1969, em Vila Cabral

publicado por Quico e Ventor às 01:21